Proibição de som alto nos carros

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Também conhecido como "no more tchu tcha tcha tchu tchu tcha"...


   Hoje fiquei sabendo que entrou um vigor uma nova Lei na cidade do Guarujá, no litoral do Estado de SP. Essa Lei, que anda causando um belo falatório no mundo de personalização automotiva devido interpretação errada da mesma, diz que um veiculo automotivo não pode estar reproduzindo musicas em volumes muito altos em locais públicos.

   Ou seja, o dono da Saveiro da foto não pode mais fazer o que ele está fazendo, abrindo seu trio elétrico e fazer o (des)favor de obrigar todos aqueles que estão num raio de 250km dele a escutar o que ele quer escutar e, normalmente, isso significa musicas com letras boçais, degradantes e tudo mais que você, leitor, puder pensar. 

   Porém, tem muita gente pensando que agora, no Guarujá, não se pode mais colocar som em carros....e isso é mentir. O que não pode (e não deveria existir LEI pra isso, deveria existir BOM SENSO e RESPEITO COM O PRÓXIMO) é colocar um som de 5 milhos de megawatts no seu carro e deixar a musica comendo os tímpanos de todo mundo na praia, na praça, no posto de gasolina, na frente da balada....não importa onde. Uma coisa é o volume do som numa altura que você e sua galera escute; outra coisa é o volume do som numa altura que todo mundo escute.

   Em locais públicos não esta somente a sua galera, os seus amigos. Existem pessoas de idade, e a maioria delas já sofre de problemas de audição por causa da idade; existem pessoas com condições de saúde que podem ser agravadas pelas frequências sonoras geradas pelos seus 5 milhões de megawatts tocando a todo vapor (não acredita? Pergunta pro Google! Ou fale com seu médico...eu falaria.); existem crianças de todas as idades, com seus aparelhos auditivos frágeis e sensíveis a grandes variações de som e que podem ficar surdas ou perder audição precocemente. Alias, perda de audição precoce é algo comum nos dias de hoje. Estudos feitos por universidades renomadas mostram que, hoje em dia, as pessoas sofrem de perda auditiva numa idade muito inferior em comparação com 30 anos atrás. A culpa disso? Fones de ouvido super-potentes, carros com som muito alto, carros com escapamento aberto no transito, motos com escapamento aberto no transito (e isso dá assunto pra outro tópico né? Mas não vou desvirtuar.....), casas de show e baladas que deixam o volume muito acima do necessário (por puro ego do DJ da casa) e por aí vai. Adolescentes de 15/16 anos estão escutando tao bem quantos seus avós de 70 anos, e nem se dão conta disso.

   Outra coisa que incomoda é a qualidade das musicas tocadas por esses carros: normalmente, são musicas com letras de gosto duvidoso, falando sobre sexo, putaria, denegrindo a imagem da mulher (ou do homem)...musicas que uma criança não deveria escutar e que, forçadamente, acaba escutando. Me desculpem, mas não quero minha filha ouvindo Show das Poderosas enquanto brinca na areia da praia com suas amiguinhas, muitos menos tentando aprender a coreografia de conotação sexual que essa musica (e todos os funks e sertanejos da atualidade) tem. Ela tem 8 anos. Ela é uma criança. E se você acha bonito ver uma garotinha de 8 anos rebolando ao som de Anitta, você tem SÉRIOS problemas.

   Sem esquecer de mencionar: se eu, que curto o bom e velho rock´n roll, levar um carro desses pra praia e colocar um AC/DC pra tocar, ou qualquer outra banda de rock/metal/punk/hardcore no mesmo volume de som que se colocam os funks e sertanejos atuais, TODO MUNDO VAI RECLAMAR, e ainda vai aparecer aqueles dizendo que aquilo é MUSICA DO DEMÔNIO!

   Vai saber o que se passa na cabeça das pessoas.....crianças rebolando ao som de "vai, pega e balança" é OK, mas crianças ouvindo as dores de um combatente ferido em guerra que não suporta e não aceita a condição em que se encontra e pede a Deus para que o leve embora, é demoníaco. E pros desinformados, a musica ONE, do Metallica, fala sobre isso. E de novo, se não acreditam, perguntem pro Google.

   Fico por aqui. Até a próxima postagem.

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Double Standards

domingo, 17 de novembro de 2013

Ou "dois pesos, duas medidas"...


3 anos sem escrever aqui. E já que, há alguns meses, resolvi que não ia mais usar redes sociais, então por que não reativar esse blog? Vou continuar falando de tudo um pouco.....e vou (re)começar falando sobre double standards, ou o que chamamos de "dois pesos, duas medidas".


   O que isso realmente significa? Vejamos....podemos usar o seguinte exemplo: "se eu cozinho, eu lavo a louça; se ela cozinha, NÓS lavamos a louça"; qualquer situação semelhante a essa pode ser vista como um double standard, ou seja, não importa qual é o tipo de ação/atitude/ideia, o resultado final é sempre favorável (ou menos desfavorável) para o outro lado.

   Encontramos isso em todo lugar: trabalho, faculdade, escola das crianças, caixa do supermercado, estacionamento do shopping, dentro duma loja de roupas de grife famosa (quem nunca??), e, principalmente, em relacionamentos. Amigos, ficantes, namorados, casados. Não importa, pois num relacionamento social, afetivo ou não, é a situação onde você vai encontrar com muita facilidade um "double standard". Todo mundo vai passar por isso um dia, todo mundo vai sentir na pele o que é isso um dia, e na maioria das vezes você nem vai dar muita bola, não vai se importar, vai deixar pra lá e fingir que não é com você (ou que é com você, no sentido "ah, é só impressão minha..." - falsa ilusão). Mas, quando você para de se enganar e percebe o que está acontecendo, a sentimento de raiva misturado com tudo mais que couber na jarra desse liquidificador, é algo muito forte e que pode destruir você e seu relacionamento em poucas horas. E se você acha que ainda não enfrentou um "double standard" em sua vida, pare de se iludir...ao menos que você tenha 8 anos de idade, e por isso é inocente demais pra perceber determinadas situações.

   Não tenho a minima idéia de como alguém pode lidar com isso, ainda mais porque não posso adivinhar o grau que essa situação vai atingir dentro da vida (e da cabeça) de cada um. Só posso dizer que é uma bosta passar por isso, pois tudo que você achava que era "real" passa e ser duvidoso; tudo que era parecia ser certo passa a não ter a minima credibilidade. E tudo que você diz que está acontecendo, NUNCA acontece. 

   Complicado...e eu não estaria escrevendo isso se não estivesse sentindo isso na pele nos últimos dias. Não vou entrar em detalhes, não vou abrir minha vida pessoal aqui não e dizer tudo que anda acontecendo...apesar de ter vontade de fazer (e de ter centenas de milhares de blogs - e paginas do Facebook) que sirvam exatamente pra isso. Melhor eu conversar sobre tudo isso com meu terapeuta do que receber conselhos de um desconhecido que leu 1/3 de alguma biografia tendenciosa e não autorizada de algum psicologo famoso, ou de algum "bicho" que acabou de entrar na faculdade de psicologia e ainda não se iludiu.

   Até a próxima postagem.



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Gente que FAZ!

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

(tem gente que nao tem medo...) Final de semana passado, rolou a 1ª Subida de Montanha de Campo Largo. Pra quem não conheçe esse tipo de evento, é algo muito simples: quem fizer o menor tempo entre a base e o bico da montanha, vence. E não se preocupem, não sobe todo mundo junto...os carros são liberados a cada X minutos (quem decide é a organização do evento), e dessa forma todos acabam fazendo a subida sem nenhum outro carro no caminho.
Tiveram vários carros legais (clique aqui para ver a lista com os tempos), inclusive com pilotos profissionais, mas o que é legal num evento desses é ver o "motorista comum" pondo seu próprio carro num evento com tantas variáveis que o tornam perigoso. Pessoas que se inscrevem e competem pelo prazer de competir, pelo prazer de fazer algo que sempre querem fazer em um ambiente que, de certa forma, é controlado e vigiado. Entre eles, o dono do Subaru STi.


Por quê eu vou falar desse rapaz? Simples: ele capotou com o carro em uma das curvas....despencou MESMO. Tem vários vídeos no YouTube mostrando o acidente. O dono do carro mesmo assumiu que não era experiente, nunca tinha andando forte daquela maneira numa pista como aquela, e que o acidente ocorreu por causa disso: falta de habilidade. Ele pode achar isso, mas minha opnião é diferente: aconteceu porque ele não teve medo de ir lá e acelerar. Não foi mais um que fica dizendo "isso só destroi o carro" e 10 minutos depois tá acelerando no farol da avenida pondo a vida de outros em risco. Ele colocou a cara pra bater, assumiu os riscos e foi se divertir. Simples assim. O que aconteceu é o que o próprio nome diz: um ACIDENTE. Não ter habilidade pode ter ajudado, claro, mas até mesmo pilotos famosos e experientes se acidentam, não é mesmo??


O que me irrita é quem fica falando besteira:
"Mané, foi lá querer dar de gostoso e se ferrou";
"Playboy de m...., tem q se ferrar mesmo";
"Pqp, como o cara faz isso com um Subaru???!!!".


Esse tipo de comentário pertence a uma classe de pessoas que não tem, e nunca vão ter, culhões pra colocarem seus carros e suas vidas em risco num evento como uma Subida de Montanha, um Trackday, uma Arrancada, um Time Attack ou um Km Lançado. OU, que é o caso de pelo menos 50% dos que fazem esse tipo de comentário, nem carro possuem...andam com o carro do pai, achando que são o máximo.


A você, dono do Subaru STi que se acidentou na Subida de Montanha de Campo Largo, meu parabéns. Assumiu o risco e foi. Sabia que podia acontecer, falou "foda-se" e tocou o barco. Carro, a gente trabalha e compra outro, manda arrumar, qualquer coisa do tipo. 


E que venham mais eventos como esse.

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Sobre o conteúdo

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